Mais uma do Brega
Waldomiro, pela sua origem humilde e nordestina, sempre foi muito chegado ao Espiritismo. Fez todo desenvolvimento mediúnico, e foi pai de santo por uns tempos. Não tem mais comandado nenhum terreiro, porém ainda faz suas oferendas e trabalhos. Na maior parte das vezes para ele mesmo, mas vez em quando para algum amigo necessitado.
Foi o que aconteceu no ano passado. Um amigo de seu primo, de Santa Catarina, descendente de alemães, e morador de Pomerode, estava passando maus bocados com a esposa, que tinha um fogo solar, e adorava um salsichão.
O Alemão (como era chamado o amigo de seu primo) necessitava que algo fora do comum ocorresse para resolver aquela situação constrangedora.
Já havia feito de tudo e seu último recurso era apelar para o sobrenatural.
Como o Brega entendia bem desses assuntos (mandinga e mulher fogosa), sabendo do babado, se prontificou a ajudar. O Alemão levou a sério, e pagou passagem de avião e tudo mais.
Logo que chegou, a primeira coisa que Waldomiro quis saber é se os ingredientes da oferenda tinham sido providenciados:
• Um litro de cachaça;
• Uma galinha preta;
• Canjica;
• Farofa;
• Azeite de Dendê;
• Uma calcinha sem lavar;
• Um chumaço de cabelo;
A calcinha e o cabelo foi molezinha, mas o resto teve que ser adaptado, pois a região possuía seus próprios costumes.
• No lugar da cachaça, Steinhaeger...
• No lugar da galinha, Marreco...
• No lugar da canjica, Sagu...
• No lugar da farofa, Repolho Roxo...
• No lugar do Dendê, Mostarda Escura...
O Brega não se responsabilizou pelo resultado, pois nunca havia utilizado esses ingredientes... Mas, com boa vontade, prosseguiu com o intento.
Outra exigência era conhecer a esposa do moço antes de iniciar os trabalhos.
Prontamente foi convidado a jantar na casa do cara, e aí já conheceria a menina.
Waldomiro Peçanha não estava acostumado com aquilo... 1,70 m de puro delírio... Loura de cabelos longos, olhos de um azul que chega a enjoar, pequenos seios e cintura também, porém quadris largos e coxas grossas, um bumbum arrebitado, delicioso.
Rosto perfeito, como uma boneca de porcelana, mas com uma força e atitude no olhar que parecia ser um ser superior... E era.
O Brega não estava acostumado com aquilo... O negócio dele era as “Mocréias”... Essa mulher não era seu estilo... Mais parecia uma pintura.
Fazer um trabalho para apagar o fogo desse avião era até pecado. Pecado maior era não desfrutar desse néctar dos deuses.
Depois de pensar um pouco, Waldomiro decidiu não fazer trabalho nenhum...
Recheou o marreco, tomou a cachaça e, prevenido como ele só, emprestou sua garrafada “levanta defunto” que carrega consigo por onde anda... Um produto natural, da terra, composto das mais finas ervas da caatinga nordestina, para o Alemão, que prontamente bebeu...
No dia seguinte, ao se despedir do casal, a loura tascou um doce beijo no rosto de Waldomiro e agradeceu pela imensa ajuda e pela noite maravilhosa que teve com o marido...
O Brega já beijou muitas mulheres e já foi beijado com muito mais sacanagem... Já se esqueceu da maioria, mas do beijo da loura Catarinense, esse ele não esquece jamais.
domingo, 26 de julho de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
O Brega - capítulo 3 (por Frederico Alfredo Rossi)
Cabra Macho
Waldomiro Peçanha é cabra macho pra daná, e não gosta de frescuras, principalmente com seu nome. Não quer ser chamado de Miro, nem de Wal, nem de Wavá. Pra ele isso é coisa de boiola. Ou é Waldomiro, ou Waldomiro Peçanha, e talvez, pra uma mulher muito, mas muito chegada, Wadão.
Todos o conhecem como “O Brega”, mas jamais tiveram a coragem de pronunciar o apelido em sua frente. Reza a lenda, que certa vez, seu primo o chamou de “Brega”. Duas facadas e 22 pontos foi o resultado... no primo, é claro. Lenda ou não, é bom não arriscar.
Ele não chega a ser grosseiro, mas não é nada delicado. Homem é homem, mulher é mulher, e baitola ele ignora.
Como a maioria dos brasileiros, ele é honesto, trabalhador e adora um final de semana prolongado, um domingão de manhã. Nessas ocasiões, capricha na indumentária, pega sua vitrola portátil Delta, que mais parece uma pequena maleta, seleciona uns trinta LPs de sua vasta coleção, e vai para o Museu do Ipiranga. Chega bem cedo para arrumar um bom lugar no jardim, se ajeita, coloca pilha na vitrola, escolhe criteriosamente um disco de Bartô Galeno, e som na caixa.
♪ “Só lembranças ... só lembranças” ♫
Deita-se na grama, meio de lado, com as pernas abertas, uma esticada e a outra encolhida, mostrando seu dote para as pretendentes transeuntes, sob sua calça de gabardine (uns dois números a menos do que deveria ser...), coça as costeletas, e alisa o bigode.
Muda o disco constantemente, mesmo antes de tocar até o fim. Vai de Bartô para Odair José, passa por Evaldo Braga, cutuca com Paulo Sérgio e apela com um do Robertão. Era só colocar um do Rei que pintava coisa boa...
O mais incrível, talvez para quem não curte este tipo de balada, é que “O Brega” arrumava mulher desse jeito... Impressionante!
♫ “De que vale tudo isso, se você não está aqui...De que vale tudo isso, se você não está aqui” ♪ ...
Tirou o Raiban do rosto e ajeitou na cabeça, respondendo ao sorriso de uma coroa que estava sentada no banco a sua frente.
E aí “Broto”... curte um Robertão? ela tinha pelo menos uns 45 anos.
Adoro...você tem muito bom gosto!
Podes crer ... chega aqui pra escolher uma música e assim foi... é mole?
Dois beijinhos e apresentações lá e cá, em poucos minutos estavam íntimos. A coroa se chama Otília Maria das Chagas, mas gosta de ser chamada de “Tilinha”. Também revelou ser viúva de um motorista de ônibus, um tal de “Baiacú”, pela barriga inchada.
Não era lá o tipo preferido de Waldomiro, que ficou encantado com o maior par de seios já vistos no pedaço. Mas que peitão, cara... grande, redondo, voluptuoso, fora do comum. Na hora, “O Brega” se imaginou sugando aquelas maravilhas, e só pensava nisso. É claro que uma viúva de 45 anos, naquele local, não ia exercer muita resistência...
O parque estava bem cheio, mas na primeira oportunidade, arriscou um toque... um dedo... dois, e logo encheu a mão. Que peitão, cara!
Combinaram um forró mais a noitinha... dançaram, beberam, e depois, um hotel ali perto.
“O Brega” é fodedor... a qualidade das gatas não é lá das melhores, mas e daí, o que é que tem?
Waldomiro Peçanha é cabra macho pra daná, e não gosta de frescuras, principalmente com seu nome. Não quer ser chamado de Miro, nem de Wal, nem de Wavá. Pra ele isso é coisa de boiola. Ou é Waldomiro, ou Waldomiro Peçanha, e talvez, pra uma mulher muito, mas muito chegada, Wadão.
Todos o conhecem como “O Brega”, mas jamais tiveram a coragem de pronunciar o apelido em sua frente. Reza a lenda, que certa vez, seu primo o chamou de “Brega”. Duas facadas e 22 pontos foi o resultado... no primo, é claro. Lenda ou não, é bom não arriscar.
Ele não chega a ser grosseiro, mas não é nada delicado. Homem é homem, mulher é mulher, e baitola ele ignora.
Como a maioria dos brasileiros, ele é honesto, trabalhador e adora um final de semana prolongado, um domingão de manhã. Nessas ocasiões, capricha na indumentária, pega sua vitrola portátil Delta, que mais parece uma pequena maleta, seleciona uns trinta LPs de sua vasta coleção, e vai para o Museu do Ipiranga. Chega bem cedo para arrumar um bom lugar no jardim, se ajeita, coloca pilha na vitrola, escolhe criteriosamente um disco de Bartô Galeno, e som na caixa.
♪ “Só lembranças ... só lembranças” ♫
Deita-se na grama, meio de lado, com as pernas abertas, uma esticada e a outra encolhida, mostrando seu dote para as pretendentes transeuntes, sob sua calça de gabardine (uns dois números a menos do que deveria ser...), coça as costeletas, e alisa o bigode.
Muda o disco constantemente, mesmo antes de tocar até o fim. Vai de Bartô para Odair José, passa por Evaldo Braga, cutuca com Paulo Sérgio e apela com um do Robertão. Era só colocar um do Rei que pintava coisa boa...
O mais incrível, talvez para quem não curte este tipo de balada, é que “O Brega” arrumava mulher desse jeito... Impressionante!
♫ “De que vale tudo isso, se você não está aqui...De que vale tudo isso, se você não está aqui” ♪ ...
Tirou o Raiban do rosto e ajeitou na cabeça, respondendo ao sorriso de uma coroa que estava sentada no banco a sua frente.
E aí “Broto”... curte um Robertão? ela tinha pelo menos uns 45 anos.
Adoro...você tem muito bom gosto!
Podes crer ... chega aqui pra escolher uma música e assim foi... é mole?
Dois beijinhos e apresentações lá e cá, em poucos minutos estavam íntimos. A coroa se chama Otília Maria das Chagas, mas gosta de ser chamada de “Tilinha”. Também revelou ser viúva de um motorista de ônibus, um tal de “Baiacú”, pela barriga inchada.
Não era lá o tipo preferido de Waldomiro, que ficou encantado com o maior par de seios já vistos no pedaço. Mas que peitão, cara... grande, redondo, voluptuoso, fora do comum. Na hora, “O Brega” se imaginou sugando aquelas maravilhas, e só pensava nisso. É claro que uma viúva de 45 anos, naquele local, não ia exercer muita resistência...
O parque estava bem cheio, mas na primeira oportunidade, arriscou um toque... um dedo... dois, e logo encheu a mão. Que peitão, cara!
Combinaram um forró mais a noitinha... dançaram, beberam, e depois, um hotel ali perto.
“O Brega” é fodedor... a qualidade das gatas não é lá das melhores, mas e daí, o que é que tem?
sábado, 27 de junho de 2009
O Brega - capítulo 2 (por Frederico Alfredo Rossi)
Waldomiro Peçanha
A vida nunca foi fácil para Waldomiro Peçanha, “O Brega”. Mesmo assim, sempre se deu bem em suas empreitadas, principalmente as do coração. Comia todas... Claro, todas as que podia... Muitas vezes, juntando cinco não dava uma, mas o negócio dele era “por pra dentro sem pensamento”, como costumava dizer.
Quando conheceu Jovanilde, estava sossegado, pois comia duas gatas...a dona da pensão em que se hospedava, e a filha dela. Todos diziam que isso ainda ia acabar mal, mas Waldomiro Peçanha dava de ombros...- “o negócio é por pra dentro, sem pensamento”, como costumava dizer...
No entanto, Jovanilde se rendeu ao charme descompromissado de Waldomiro, e insistiu com olhares, bocas e cabelos pra lá e pra cá... Como o negócio era por pra dentro, “O Brega” embarcou no chamado da sereia Jovanilde. Ela tinha dezessete anos, muito simpática. Seios maravilhosamente firmes e empinados, com os bicos sempre excitados, como se estivesse pronta e implorando para ser possuída... Pernas e coxas que delatavam não ser mais uma menina, e nádegas que fariam o mais celibato dos homens se entregar aos prazeres da carne.
Porra, é claro que “O Brega” não ia desperdiçar esse filé. E assim foi... Não desperdiçou... Comeu, se lambuzou, pediu mais e foi atendido... Delirou ao ter aquela tenra prenda em suas mãos, e ainda com o trunfo de ter sido o primeiro, conforme Jovanilde lhe confessou.
Na volúpia do incontrolável momento do prazer, Peçanha esqueceu da camisinha... Fodeu! E agora...foda-se...
Jovanilde, com cara de gozo eterno, mostrou a Waldomiro o exame positivo de gravidez... Pois é...”O Brega” se lascou... - Casar eu não caso... Assumo a criança, pago pensão, mas não caso - dizia ele à família de Jovanilde.
A criança nasce, e a emoção toma conto de todos... Parabéns pra lá, cervejada pra cá, e “O Brega” resignado, começou a pagar a pensão do rebento que hora tinha seu sobrenome: Fritz Peçanha... - Fritz Peçanha? Esse nome não é alemão? – Bem, assim ficou.
O pequeno Fritz crescia, e não era lá muito parecido com seu suposto pai...aliás, não tinha nada a ver... – Caralho, nove anos pagando pensão, e esse muleque nem se parece comigo... Vou pedir o DNA...
A família da moça não podia acreditar naquela desconfiança... – DNA? OOOHHHH!!! Você enlouqueceu...ele é a sua cara...quase né?
DNA feito, e deu...deu negativo...ele não era o pai...
Pagou pensão, se fudeu de tanto trabalhar, e o filho não era seu...
Pois é, seu Waldomiro...chupa, que a cana é doce...
* Qualquer coincidência com fatos reais, é mera semelhança.
A vida nunca foi fácil para Waldomiro Peçanha, “O Brega”. Mesmo assim, sempre se deu bem em suas empreitadas, principalmente as do coração. Comia todas... Claro, todas as que podia... Muitas vezes, juntando cinco não dava uma, mas o negócio dele era “por pra dentro sem pensamento”, como costumava dizer.
Quando conheceu Jovanilde, estava sossegado, pois comia duas gatas...a dona da pensão em que se hospedava, e a filha dela. Todos diziam que isso ainda ia acabar mal, mas Waldomiro Peçanha dava de ombros...- “o negócio é por pra dentro, sem pensamento”, como costumava dizer...
No entanto, Jovanilde se rendeu ao charme descompromissado de Waldomiro, e insistiu com olhares, bocas e cabelos pra lá e pra cá... Como o negócio era por pra dentro, “O Brega” embarcou no chamado da sereia Jovanilde. Ela tinha dezessete anos, muito simpática. Seios maravilhosamente firmes e empinados, com os bicos sempre excitados, como se estivesse pronta e implorando para ser possuída... Pernas e coxas que delatavam não ser mais uma menina, e nádegas que fariam o mais celibato dos homens se entregar aos prazeres da carne.
Porra, é claro que “O Brega” não ia desperdiçar esse filé. E assim foi... Não desperdiçou... Comeu, se lambuzou, pediu mais e foi atendido... Delirou ao ter aquela tenra prenda em suas mãos, e ainda com o trunfo de ter sido o primeiro, conforme Jovanilde lhe confessou.
Na volúpia do incontrolável momento do prazer, Peçanha esqueceu da camisinha... Fodeu! E agora...foda-se...
Jovanilde, com cara de gozo eterno, mostrou a Waldomiro o exame positivo de gravidez... Pois é...”O Brega” se lascou... - Casar eu não caso... Assumo a criança, pago pensão, mas não caso - dizia ele à família de Jovanilde.
A criança nasce, e a emoção toma conto de todos... Parabéns pra lá, cervejada pra cá, e “O Brega” resignado, começou a pagar a pensão do rebento que hora tinha seu sobrenome: Fritz Peçanha... - Fritz Peçanha? Esse nome não é alemão? – Bem, assim ficou.
O pequeno Fritz crescia, e não era lá muito parecido com seu suposto pai...aliás, não tinha nada a ver... – Caralho, nove anos pagando pensão, e esse muleque nem se parece comigo... Vou pedir o DNA...
A família da moça não podia acreditar naquela desconfiança... – DNA? OOOHHHH!!! Você enlouqueceu...ele é a sua cara...quase né?
DNA feito, e deu...deu negativo...ele não era o pai...
Pagou pensão, se fudeu de tanto trabalhar, e o filho não era seu...
Pois é, seu Waldomiro...chupa, que a cana é doce...
* Qualquer coincidência com fatos reais, é mera semelhança.
A Moral no Clube de Compositores em Santo André
Terça, dia 30, estaremos tocando no Tupinikim a partir das 21 horas, abrindo o encontro de compositores.
O bar abre as 19:30h.
Passe por lá!
O endereço tá aqui:
TUPINIKIM Bar & Restaurante
Rua das Monções 585 Bairro Jardim - Santo André - SP
O bar abre as 19:30h.
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TUPINIKIM Bar & Restaurante
Rua das Monções 585 Bairro Jardim - Santo André - SP
sábado, 20 de junho de 2009
O Brega - capítulo 1 (por Frederico Alfredo Rossi)
A roupa era bem usada, mas a melhor que tinha para ocasiões especiais. Calça "Boca de Sino" xadrez, camisa laranja, paletó "Fecha Canal", sapato "Carrapeta" marrom. O xadrez da calça, em tons de vinho, vermelho, carmim, escarlate e laranja. Acessórios não faltavam. Pulseiras, correntes no pescoço, medalhão, anel imitação de Rubi, e outro imitando curso superior. A unha do dedo mindinho da mão direita, grande e firme, como uma pequena chave de fenda. Ele chama de "O dedo coçador".
O cabelo meio "Pichaim", repartido de lado, e a muito custo penteado para baixo. Costeletas "Suíças" até o meio do rosto, e um bigode indecente cobrindo até o lábio inferior.
A roupa cheirava a peido, e "O Brega" cheirava a cebola.
A maleta de couro, já bem desgastada, carregava documentos e objetos de sua estima. Chaveiro do seu time de coração, canivete, dois maços de Minister, caixa de fósforos, canetas, cortador de unha, lixa, gel, desodorante, dados, baralho, santinho, barbeador e uma garrucha carregada. Escova de dente, pasta e um pedaço de fumo. Duas cuecas, uma camisa, uma calça e um par de meias. Rapé, três fitas cassete, uma revistinha pornô do tipo "Catecismo", e duas camisinhas. Quatro fotos 3 x 4, e um pedaço de rapadura.
Precisava tirar a carteira de trabalho e de saúde, para procurar emprego. Porém, chegando na rodoviária, tinha de arrumar onde ficar. Seu primo estava numa pensão na rua Helvétia. Foi andando até lá, encontrou-o, e acertou tudo. O quarto tinha mais dois carinhas. "O Brega" ia ficar no mesmo beliche que seu primo.
"O Brega" foi com seu primo até a fiação de algodão em que trabalhava. Apresentou-se, e logo estava empregado como "Ajudante Geral". Era um bom começo.
A primeira semana passou sem novidades. Na hora do almoço, encontrava-se com uma menina que trabalhava em outro setor da fábrica...se gostaram...se beijaram...e iniciaram um romance.
Ele tinha lá seu lado compositor, e tocava tres acordes no violão. Então fez sua primeira canção...para sua amada...Gerusa de Sá Fagundes:
Ó meu amor, foi paixão à primeira vista
Desde o primeiro beijo, você entrou na minha vida
Aqueles lábios, eram um misto de mel e Sucrílhos
E aquele abraço, um afago de mãe arrependida
Gerusa de Sá Fagundes
Me ame a mim, assim como eu te amo você
Jamais me abandone, pois do contrário eu morrerei
Gerusa de Sá Fagundes
Me ame a mim, assim como eu te amo você
Jamais me abandone, pois do contrário eu morrerei
Eu lhe proponho, uma noite em convívio carnal
Nós dois lado a lado, parecendo dois "animals" (em ingrêis)
Mas na verdade, esta súplica que faço a você
É por causa de seus peitos, que me fazem enlouquecer.
Ela adorou...Amaram-se feito dois animais, e no dia seguinte, cada um foi para o seu lado...em busca de um novo amor.
"O Brega" não se abala. Já tem outra musa em seu coração...e a vida continua...
O cabelo meio "Pichaim", repartido de lado, e a muito custo penteado para baixo. Costeletas "Suíças" até o meio do rosto, e um bigode indecente cobrindo até o lábio inferior.
A roupa cheirava a peido, e "O Brega" cheirava a cebola.
A maleta de couro, já bem desgastada, carregava documentos e objetos de sua estima. Chaveiro do seu time de coração, canivete, dois maços de Minister, caixa de fósforos, canetas, cortador de unha, lixa, gel, desodorante, dados, baralho, santinho, barbeador e uma garrucha carregada. Escova de dente, pasta e um pedaço de fumo. Duas cuecas, uma camisa, uma calça e um par de meias. Rapé, três fitas cassete, uma revistinha pornô do tipo "Catecismo", e duas camisinhas. Quatro fotos 3 x 4, e um pedaço de rapadura.
Precisava tirar a carteira de trabalho e de saúde, para procurar emprego. Porém, chegando na rodoviária, tinha de arrumar onde ficar. Seu primo estava numa pensão na rua Helvétia. Foi andando até lá, encontrou-o, e acertou tudo. O quarto tinha mais dois carinhas. "O Brega" ia ficar no mesmo beliche que seu primo.
"O Brega" foi com seu primo até a fiação de algodão em que trabalhava. Apresentou-se, e logo estava empregado como "Ajudante Geral". Era um bom começo.
A primeira semana passou sem novidades. Na hora do almoço, encontrava-se com uma menina que trabalhava em outro setor da fábrica...se gostaram...se beijaram...e iniciaram um romance.
Ele tinha lá seu lado compositor, e tocava tres acordes no violão. Então fez sua primeira canção...para sua amada...Gerusa de Sá Fagundes:
Ó meu amor, foi paixão à primeira vista
Desde o primeiro beijo, você entrou na minha vida
Aqueles lábios, eram um misto de mel e Sucrílhos
E aquele abraço, um afago de mãe arrependida
Gerusa de Sá Fagundes
Me ame a mim, assim como eu te amo você
Jamais me abandone, pois do contrário eu morrerei
Gerusa de Sá Fagundes
Me ame a mim, assim como eu te amo você
Jamais me abandone, pois do contrário eu morrerei
Eu lhe proponho, uma noite em convívio carnal
Nós dois lado a lado, parecendo dois "animals" (em ingrêis)
Mas na verdade, esta súplica que faço a você
É por causa de seus peitos, que me fazem enlouquecer.
Ela adorou...Amaram-se feito dois animais, e no dia seguinte, cada um foi para o seu lado...em busca de um novo amor.
"O Brega" não se abala. Já tem outra musa em seu coração...e a vida continua...
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Letra do Miché, pra num perder mais!
MICHÉ
Lindo, gostoso e atleta
Eu tenho uma vida secreta
Procuro alguém compatível
Para uma amizade sincera... ou algo mais
Solteiro, educado e rico
Não quero casar, eu só fico
Procuro uma amante fiel
Bonita, gostosa... lábios de mel
Miché, miché, pra você
Faça o amor, não faça a guerra
Faça o amor, não faça a guerra
Forte, dotado e discreto
Aceito dinheiro, não négo
Sou tudo o que você precisa
Cheque, dinheiro ou cartão... só aceito o VISA
Descarto boiola e boneca
Garanto serviço completo
Menino levado da breca
E deixo de brinde... a minha cueca
Lindo, gostoso e atleta
Eu tenho uma vida secreta
Procuro alguém compatível
Para uma amizade sincera... ou algo mais
Solteiro, educado e rico
Não quero casar, eu só fico
Procuro uma amante fiel
Bonita, gostosa... lábios de mel
Miché, miché, pra você
Faça o amor, não faça a guerra
Faça o amor, não faça a guerra
Forte, dotado e discreto
Aceito dinheiro, não négo
Sou tudo o que você precisa
Cheque, dinheiro ou cartão... só aceito o VISA
Descarto boiola e boneca
Garanto serviço completo
Menino levado da breca
E deixo de brinde... a minha cueca
domingo, 24 de maio de 2009
10 anos de Gato Discos
Ontem teve festinha de 10 anos do selo, gravadora, estúdio, Gato Discos. Nosso grande amigo Fegato nos convidou para tocar. Fomos os últimos, tinha pouca gente, mas foi legal. Música nova estreou (Bandido Boliviano).
O Fegato está ampliando as atividades: "Espetinhos para churrasco Gato", "Instalação de TV a cabo Gato", etc.
O Fegato está ampliando as atividades: "Espetinhos para churrasco Gato", "Instalação de TV a cabo Gato", etc.
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